aparecida1A Luta entre o bem e o mal é a grande temática da Liturgia deste dia 12 de Outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida.

A mal existe, disso ninguém duvida. A presença deste mal faz com que as forças do bem se coloquem de prontidão para a luta. A primeira Leitura serve para nos mostrar um grande modelo de confiança na força de Deus. A rainha Ester arrisca a sua vida ao aproximar-se do rei sem ser convidada. Sua ousadia leva o encantado rei estender o cetro, sinal de permissão e ela pedir que ele a conserve viva e pede a vida de seu povo. Uma luta desigual entre a força do rei e a fragilidade feminina que com o seu encanto e beleza amolece o coração real.  A mesma coisa acontece com Maria. Aqui é Deus que vem ao encontro dela no Anjo Gabriel. Ester vê o sofrimento do povo e o liberta e aqui é Deus que não fica alheio ao sofrimento de seus filhos e vem ao encontro de Maria para que ela possa ajudar na obra da redenção. A fragilidade torna-se força de Deus em ambas. A luta não está perdida, mesmo que as forças do mal pareçam vencer, Deus está mais do que ninguém envolvido nessa luta. A força da vida presente na mulher a faz guerreira e lutadora a ponto de vencer a serpente, a força demoníaca. A mulher do Apocalipse não é uma pessoa concreta, mais como diz o texto, é um sinal, aponta para o que é essencial. Ela recorre aquele que pode vencer o mal na hora da aflição. Seja a aflição do povo de Ester como a daqueles noivos preste a passar por um grande constrangimento da falta de vinho. Maria se torna, assim, o grande sinal de que o bem pode vencer, a vida vence. Ester procura o rei seis dias depois do jejum, este é o tempo da salvação, até dois se pode esperar mais no três se faz necessário agir. É no terceiro dia que Jesus adquire um povo novo para si. É o inicio dos sinais da presença de Deus no meio de seu povo respondendo o seu clamor. A blasfêmia que aqui aparece é justamente atribuir as pessoas o que é próprio de Deus. A pessoa é de Deus, somos filhos seus e é este que vai agir em favor dos seus. Então, a manifestação de deus já começo. Maria aponta para nós o Filho, Ele vai nos dizer o que fazer. A fé de Maria aqui deve ser imitada e contemplada, pois ela pede antes de ver o sinal, acredita mesmo sem ter visto. Ela suplica por aquilo que é o mais importante para nós, ou seja, a plenitude da vida. A verdadeira devoção a Maria é aprender com ela onde buscar o que necessitamos.

A luta é da besta fera, pintada e dita como uma força invencível e a noiva, a esposa do Cordeiro. A beleza da noiva encanta os olhos e desperta o instinto de gerar a vida. A beleza desencadeia todo um sentimento no coração que se chama amor e este é o responsável pela continuação da especie humana. O doce sentimento de amar e ser amado leva a entrega de corpo e alma e transborda na geração de uma nova vida. A vida que brota do amor agora precisa ser protegida, amada e venerada. A valorização da beleza da mulher está presente nos três textos bem como no Salmo deste dia. Jesus veio ao mundo para firmar a nova aliança, o novo casamento, entre Deus e a humanidade. A água dos judeus se torna vinho novo que enche o coração sendo assim uma nova e eterna Aliança. O casamento a Aliança são espaços onde tudo acontece mostrando a comunidade, a Igreja como esposa de Cristo que gera e cuida da vida de seus filhos. Tudo começa com o sim de Maria e o pedido que ela faz por um milagre e assim está aberto o caminho para o inicio de um novo tempo, tempo de graça e de bênção feito pela adesão ao projeto de Deus.

Iniciamos, assim o Ano Nacional Mariano com a disposição de fazer tudo o que Ele disse! Chegar, assim, a animação de nossas pastorais, serviços e movimentos pela Palavra de Jesus.

Mãe Aparecida, Intercedei a Deus por nós!!!

Boas Celebrações a todos.

P. Sebastião de Oliveira Silva