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A vida cristã acontece nos relacionamento primário. É entre os seus dentro da família que o cristão tudo começa e termina. Aparece aqui a importância daqueles queles que estão mais próximos da família, os vizinhos. É ali no vizinho que podemos pedir ajuda e podemos ajudar o outro. Procuramos fazer o bem para o outro, coisas boas. O interesse do outro por mim me faz sentir valorizado e feliz. A relação com Deus obedece a mesma ordem. Ele não nos dá coisas, ele dá muito mais, dá o Espirito Santo. A presença do Espirito é o que faz com que o ser humano seja ativo e criativo, inventor. Tudo parte do amor. Quando se ama se procura fazer o melhor que se pode para a pessoa amada.  Assim no relacionamento renovado em Jesus, próprio do cristão, estamos sempre criando algo novo para que o outro esteja bem. Estamos sempre procurando uma boa notícia para deixar o outro alegre. A nossa fé não pode se reduzir a fórmulas fixas e repetitiva. O Espirito, presente em nós, aciona a criatividade que nos orienta para o bem do outro. Não importa o tamanho da ação, o importante é estar sempre criando. Assim a oração com fé, remove montanhas, faz acontecer verdadeiros milagres. Através desta oração fervorosa o Espirito nos é dado para que possamos arrumar soluções para as nossas dificuldades que estejam ao nosso alcance. A súplica de Abraão mostra que a oração de um pode salvar a todos. No Evangelho os discípulos encontram Jesus em oração e aí brota o pedido para que ele os ensine a rezar também. Jesus abre os lábios e ensina a oração por excelência, o Pai nosso. A oração de Jesus é diferente daquelas que eles estavam acostumado a fazer. Isso acontece de forma especial pela intimidade com Deus e não naquela distância que os judeus costumavam ter de Deus. É um paizinho, próximo e além disso não é uma oração feita de forma egoística. No Evangelho de Lucas encontramos cinco pedidos: 

  1. Reconhecer a santidade de Deus. Todos devem reconhecer Deus e confessar a fé nele.
  2. O Reino de fraternidade e partilha, onde Deus é tudo em todos.
  3. Dar hoje o pão de amanhã, garantir para amanhã e para a vida eterna.
  4. Perdoar para ser perdoado. Um torna-se critério para o outro.
  5. Não cair na tentação de abandonar o projeto de Deus e aderir o do satanás. Não abandonar tudo para salvar a própria pele.

A nossa oração deve se caracterizar pela perseverança. O vizinho deve atender se não pela hospitalidade pelo fato de se livrar do incômodo. O paizinho faz isso.

A perseverança se fundamenta na confiança. Jesus mesmo garante isso. Deus dará, fará e abrirá. A iniciativa é sempre da pessoa, Deus não se intromete.

Boas Celebrações a todos!

P. Sebastião de Oliveira Silva