viuvaRoteiro para reflexão e preparação dos encontros dos GBRs e para a preparação da Liturgia do dia 16/10, Vigésimo nono Domingo do Tempo Comum. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos que gritam a ele dia e noite? Jesus continua na sua caminhada para Jerusalém e nesta caminhada ele ensina instruindo os seus. Ele conta uma história de um juiz iníquo e uma viúva chata. Esta estava crente que mais cedo ou mais tarde o juiz a atenderia e por isso insiste. O juiz não lhe dava a menor importância. O medo de ser agredido é o que leva ele a atender o seu pedido, seu clamor. A injustiça, que ela sofria, é o que a deixaria agressiva a ponto de meter medo.  Aqui Jesus quer mostrar o que todos sabemos: a Paz é fruto da justiça. Onde impera a injustiça impera também a violência. Aquele que acredita grita sem cessar, pede e clama por aquilo que acredita estar certo de que é justiça. Acreditar e por isso continuar gritando, isso é fé. Esta não enfraquece e nem mesmo conhece o desânimo, pois acredita estar certo em seu clamor, isso é fé. A pergunta de jesus se justifica justamente aqui: será que quando eu voltar vou encontrar fé sobre a terra? Alguém vai estar me esperando e mais ainda vai estar esperando a justiça da qual sou o portador?

A fé pode desaparecer se não houver uma preocupação de a alimentar e fazer crescer. A necessidade de acreditar é grande pois caso contrário vem o desânimo e a descrença que levam ao comodismo e não deixa a pessoa correr em busca da verdade, ou melhor dizendo, de um esclarecimento de sua fé que é dinâmica. A pessoa precisa da fé esclarecida pela busca da verdade, pois sem esta aquela não salva. A fé que não busca a verdade é uma fábula encantadora que afaga e acaricia mais que na hora da dificuldade não tem raiz e assim não dá firmeza aos nossos passos.É ilusão que serve para os momentos bons e que nos momentos mais complicados da vida vacila e até mesmo mudo segundo o humor do momento. A busca da verdade é o que alimenta a fé e a faz crescer. A humanidade é chamada a trabalhar para que a fé possa crescer e ser sustentada pela formação e informação constante e assim Jesus vai encontra fé quando voltar sim. A primeira leitura mostra o momento em que o povo de Deus entra em luta contra seus eternos inimigos, os Amalecitas. Braços erguidos é sinal de vitória, braços abaixados é sinal de derrota. A luta do dia-a-dia requer que existam pessoas sempre de braços erguidos, pois isso garante a vitória. Jesus de braços abertos na Cruz é o sinal dessa vitória. Seus braços acolhedores e amorosos garantem a firmeza com que permanecemos na fé que recebemos e no crescimento nessas verdades que adquirimos na caminhada. Os braços de Cristo foram pregados para que ficasse sempre levantados e é contemplando tamanho mistério que entendemos que é Ele que luta por nós, ele é o verdadeiro general que não se cansa de levantar os braços contra tudo o que coloca a nossa vitória em perigo. Os braços erguidos de Cristo nos mostra que podemos conseguir vencer os juízes deste mundo de outras formas do que somente pelo medo que neles colocamos, pela fé. Os braços da cruz mostra que o caminho que deve ser trilhado pelos cristão é o da acolhida na fé que remove montanhas. A viúva insistiu e Paulo também insiste que a Palavra seja proclamada oportuna e importunamente com a preocupação de ensinar, exortar e convencer. Tendo como característica a paciência que leva a crer, pesquisar, rezar e batalhar pela justiça. O cristão autêntico é aquele que oferece ao mundo as razões que o leva a crer. Testemunhar a fé é isso: eu sei em que acredito. O estudo da fé leva a encontrar caminhos e renovar a esperança naquilo que se acredita. Podemos assim tranquilamente vencer o inimigo da vida, Amalec e convencer o juiz que ele precisa e deve fazer justiça a minha causa. Assim estaremos dando asas as palavras de Bento XVI quando pediu que a Bíblia fosse a alma de toda a Pastoral. Os nossos grupos bíblicos de reflexão, tornam-se, assim, um grande instrumento de estudo, reflexão, oração e crescimento na fé para todos nós. O estudo e a interpretação da Palavra dentro da vida em que ela nasceu e se insere hoje é de fundamental importância para o povo de Deus. A ausência de uma sadia interpretação do conjunto da palavra pode levar a Bíblia a ser como que uma faca na mão de crianças, ou de um remédio sem bula, pode levar a produzir a morte e não a vida.

O ano vindouros e nos próximos anos estaremos refletindo, rezando e colocando em prática As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil da CNBB. A terceira urgência coloca a Igreja como o Lugar da Animação Bíblica da Vida e da Pastoral. Aí está o supra sumo de nossa espiritualidade voltada a Sagradas escrituras e esta colocada para trabalhar o aumentar a fé na justiça de Deus.

Uma abençoada semana a todos!!!!!

P. Sebastião de Oliveira Silva